Rafael Andrade
Sangão
Um motorista de 23 anos dirigiu cerca de 50 quilômetros no Sul catarinense e causou uma série de bamtidas, milhares de reais de prejuízos, dezenas de sustos a outros condutores, muitos relatórios policiais de agentes de vários municípios, e ferimentos leves em um caminhoneiro profissional de 51 anos.
Parecia um filme, mas era plena realidade e na principal rodovia de Santa Catarina: na BR-101. O desorientado motorista de um caminhão com placas de Morro da Fumaça envolveu mais de 30 policiais militares de Criciúma, Içara, Maracajá, Sangão e Jaguaruna, além de policiais rodoviários federais de Tubarão, que os acompanharam por muitos quilômetros por volta das 14 horas deste sábado.
A perseguição começou em Sangão. Posteriormente, acessou à BR-101 no sentido Sul até a altura de Maracajá, divisa com a Cidade das Avenidas. Neste ponto, por meio de um retorno, seguiu o sentido oposto e continuou a fuga. De acordo com a PRF, em Içara, quando retornava a Sangão, efetuou uma manobra perigosa à direita, colidindo na lateral e provocando o capotamento de uma carreta com placas de Itapema. A carga de farinha ficou espalhada pela pista. Enquanto isso, o jovem continuou fuga até chegar novamente a Morro Grande, onde com os pneus estourados foi abordado e preso.
Durante a perseguição, tiros foram efetuados contra as rodas do caminhão, inclusive, disparos de fuzil. Segundo a Polícia Militar, ao longo do trajeto em torno de dez carros foram atingidos pelo motorista, que foi levado à Delegacia de Polícia de Jaguaruna. Quatro condutores já haviam representado boletins de ocorrência contra o caminhoneiro fujão. Ainda conforme a PM, ele estava bastante alterado e com um ferimento na coxa, provocado pelos disparos no caminhão. Ele foi levado ao Hospital de Caridade de Jaguaruna e, posteriormente, à Delegacia. A perseguição encerrou por volta das 16 horas. Ele foi enquadrado por apropriação indébita, já que o caminhão é de um ex-patrão. De acordo com o proprietário do veículo, 35, o fugitivo estava trabalhando com ele há sete dias. Na última semana, pegou o veículo para ir ao posto e não retornou. O jovem não entrava em contato com o proprietário do caminhão e não atendia suas ligações.


